Arte para flyer de festa de aniversário de amiga indie, cujo título era “start a fire”. A imagem representa uma menina com trajes alternativos ocultando um isqueiro, como se prestes a iniciar um incêndio. Já houve, no enatnto, quem dissesse que o desenho evoca uma cena específica de Débi & Lóide… Quem viu sabe do que estou falando.
10 Agosto 2009 às 20:54
Henrique
Depois do lançamento de Turma da Mônica Jovem e Luluzinha Teen, resolvi seguir a moda e fazer uma sugestão: as aventuras universitárias do Sítio do Picapau Amarelo. Essa é a boneca Emília em sua versão adulta, inflável e pronta para a vida loca das chopadas e festas de repúblicas.
06 Agosto 2009 às 04:48
Henrique
Ainda no embalo do último post sobre os pisantes azuis de Elvis, resgatei este outro desenho com tema parecido. A arte é do tempo do guaraná de rolha: foi criada em 2006 para um workshop de finalização em nanquim com o Meton Joffily na Semana de Quadrinhos da UFRJ.
Este traço de linhas grossas e limpas, empregado acima e nos blue suede shoes, é o que eu poderia chamar de “meu estilo secundário” e vem emergindo há alguns anos. Ainda sai um pouco rígido, mas proporciona resultados interessantes (como este Morrissey). Costumo empregá-lo quando finalizo o desenho com pincel.
O estilo preferido, claro, é o sujo hachurado já visto em tantos posts neste blog. Por ser criado com ferramentas mais simples e “velozes” como caneta e lápis, que libertam mais a mão e exigem menos técnica, este tipo de traço tende a originar obras mais livres, espontâneas. Abaixo, para comparação, um rabisco nessa linha, que já apareceu em outro post.
04 Agosto 2009 às 19:51
Henrique
Well it’s one for the money, two for the show
three to get ready, now go, cat, go,
but dont you step on my blue suede shoes.
You can do anything but lay off of my blue suede shoes.
Trabalho acadêmico: ilustrar uma matéria sobre o aniversário da morte de Elvis Presley. A idéia foi fazer um trocadilho visual entre a expressão “pendurar as chuteiras” e os famosos blue suede shoes.
Arte criada em 2008 para a disciplina de ilustração do André Beltrão no curso de Design da UniverCidade. Traço a caneta descartável de nanquim; cor e efeitos no Photoshop.
Bônus 1: Curiosidade sobre a frase do título.
Bônus 2: Elvis Aaron Presley, o rei do rock, canta Blue Suede Shoes.
30 Julho 2009 às 03:23
Henrique
Ceci n’est pas une porte
Brincadeira com hachuras. Canetas BIC vermelha e preta em papel reciclado.
A frase em francês é a manjada citação ao quadro do cachimbo de Magritte. Aqui num sentido mais literal, já que não fiquei lá muito satisfeito com o desenho. Como o máximo que eu consigo dizer em francês é “Je ne parle pas français”, “vous le vous couché avec moi” e “croissant”, tive que mover uma palha pra adaptar a sentença: apelei para a Wikipedia para descobrir a palavra e o artigo correto. Obrigado, internet.
24 Julho 2009 às 13:37
Henrique
Tira resgatada diretamente de meus arquivos da época do guaraná de rolha: final de 2003. Na época, eu não agüentava mais ouvir aquela maldita música do Caetano Veloso que foi tema do filme
Lisbela e o Prisioneiro:
Você não me Ensinou a te Esquecer. A canção, que é
muito chata, já tinha virado uma praga de níveis epidêmicos, a ponto de me fazer considerar um pedido de asilo estético em algum outro país.
Uma das coisas de que mais gosto nessa tira é o texto do primeiro recordatório: “Joaldo tem uma idiossincrasia”. Não me pergunte porque, mas acho hilário.
Feita a caneta em dezembro de 2003 e colorida esta semana no Photoshop.
17 Julho 2009 às 18:33
Henrique
Outro sketch rabiscado entre tarefas em um papelzinho de rascunho.
Esferográficas preta e vermelha sobre papel Chamex Eco™ 75g.
07 Julho 2009 às 15:55
Henrique
Ilustração para o time amador de “soçaite” de que meu irmão participava… Los Gringos! Um escudo de futebol com um mascote remetendo ao nome da patota.
Lápis e Photoshop.
26 Junho 2009 às 18:10
Henrique
Minha singela homenagem ao já saudoso Rei do Pop.
(update: corrigi o título. Nem lembrava da tal piada de Michael Jackson perguntando pelo Menino Jesus)
Aproveitando o ensejo, vejam este vídeo de um cover de Thriller, em que o cara imitou todos os instrumentos e sons com a própria voz e depois mixou em 64 canais:
25 Junho 2009 às 21:26
Henrique
O cartaz é uma das mídias mais interessantes e difíceis para se trabalhar. A peça precisa ser concisa, já que o formato e o tipo de utilização não favorecem texto. Como não dispõe da mamata de, por exemplo, um anúncio em revista — estar no colo do espectador e, ao virar de uma página, aparecer de repente no centro de seu foco visual — tem também que pegar o sujeito de passagem, disputando atenção com o ambiente em volta e com os “concorrentes” colados na mesma parede. Portanto, é importante que tenha muito impacto visual.
Tudo isso faz com que o pôster seja um meio eminente gráfico e dado a maiores “viagens” visuais.
Trabalho como designer no setor de Marketing do Centro Universitário Celso Lisboa, onde os cartazes, muito utilizados no interior do campus, proporcionam algumas das poucas oportunidades para desbundes gráficos. No entanto, a série de restrições envolvidas na comunicação empresarial de uma faculdade podem tornar bastante desafiadora a lida em nossa agência in-house:
- as regras de identidade visual reduzem o número de fontes, cores e elementos disponíveis.
- o prazo curtíssimo e a equipe reduzida exigem layouts simples. Fujo desse rococó contemporâneo (”neo-firulativismo”, como brilhantemente definiu o Renato Alarcão), cheio de volutas, colagens e texturas, como o diabo da cruz.
- Por último, uma vez que não vale a pena alocar verbas para certas peças com foco estreito, a utilização de imagens é bastante limitada.
A solução que costumo usar para contornar estas dificuldades é investir em ilustrações simples de produção própria e no all-type. Alguns ficariam surpresos com a sofisticação que pode ser obtida de elementos simples.
Cartazes de campanhas sociais da Celso Lisboa. Prazo e verba curtos estimulam a simplicidade e o uso de ilustrações de produção própria.
O impacto visual, no entanto, pode não ser suficiente. Em locais como a Celso, onde administração, coordenações de cursos, parceiros conveniados e “terceiros” autorizados emitem dezenas de mensagens por semana, disputando no mesmo espaço a atenção de milhares de alunos em recortes variados, a comunicação interna exige um esforço prévio de planejamento e integração: se tentar impactar o espectador indiscriminadamente a cada nova arte, corro o risco de transformar o campus em uma zona, onde, por tudo procurar chamar a atenção, nada chama a atenção.
A vantagem é que, pelo menos nas próprias paredes, temos ferramentas além do impacto para minimizar o ruído. O segredo é racionalizar a distribuição da informação:
- Organização. Dentro dos murais temáticos, vale a pena separar as mensagens por assunto (questões acadêmicas, comunicados, mensagens de terceiros, etc) ou data, por exemplo. E nunca esquecer de retirar as mensagens com data expirada ou danificadas.
- Priorização. Divulgando cada pequena mensagem em uma peça própria, só conseguimos escondê-las em uma sopa de papel indistinta na qual não se encontra nada. Melhor unificar mensagens relacionadas e eliminar o que funciona em outras mídias.
- Consistência. É interessante criar identidades visuais e templates para as peças de saída regular. Além de agilizar o trabalho, estes templates ajudam o leitor a reconhecer a mensagem com mais prontidão. O que não significa engessar o layout: com um bom projeto, pode-se uniformizar as artes sem torná-las maçantes.
Alguns cartazes do setor de Eventos da Celso Lisboa, com identidade visual ainda em consolidação. Mesmo com o layout unificado, a variação no grafismo permite que cada peça tenha uma “cara” própria.
O pôster é um meio visual de fruição rápida. Muito poucas pessoas sairão de seu caminho para ler uma bíblia na parede, a não ser que o assunto seja extremamente relevante. O cartaz ideal atrai e incentiva o espectador a se informar; quanto mais focado e conciso, mais eficiente, ainda mais se estiver exposto na rua ou em espaços muito carregados com outras peças.
A máxima “menos é mais” deve, portanto, tornar-se um dogma. Se é preciso transmitir uma grande quantidade de dados, melhor apresentar uma versão resumida e informar ao leitor onde pode obter a informação na íntegra, em uma mídia que possa ser lida com mais conforto.
No mais, resta lembrar do óbvio: independente da vontade do designer de inovar e criar cartazes épicos, somos comunicadores. A função primordial de qualquer anúncio é informar, e tudo que dificulte a plena apreensão da mensagem é ruído e perfumaria.
“Menos é mais”: na maioria das vezes, simples é o bastante.
24 Junho 2009 às 19:13
Henrique
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