Mais um desenho das antigas (meados de 2005). Começou como um desenho de observação da minha prancheta, que na época estava desencapada e uma verdadeira zona: disquete, lâmpada de luminária, luminária quebrada, bloquinho de curso de computador, elástico, carregador de celular, moedas, isqueiro, maço de cigarro, capinha de CD, livro, folder… Ah, e um ou outro sketch.
Depois digitalizei e testei uma colorização meio tosca, baseada em formas simplificadas (inspirado por alguns trabalhos do Moon e Bá e do Weberson Santiago). Interessante a dinâmica desse estilo de cor com o traço hachurado.
Desenho de observação é hipnotizante, quase uma meditação. Durante alguns minutos você se concentra apenas em traduzir o objeto para o papel, limpando a mente das encucações cotidianas…
10 Setembro 2009 às 11:41
Henrique
Ainda no embalo do último post sobre os pisantes azuis de Elvis, resgatei este outro desenho com tema parecido. A arte é do tempo do guaraná de rolha: foi criada em 2006 para um workshop de finalização em nanquim com o Meton Joffily na Semana de Quadrinhos da UFRJ.
Este traço de linhas grossas e limpas, empregado acima e nos blue suede shoes, é o que eu poderia chamar de “meu estilo secundário” e vem emergindo há alguns anos. Ainda sai um pouco rígido, mas proporciona resultados interessantes (como este Morrissey). Costumo empregá-lo quando finalizo o desenho com pincel.
O estilo preferido, claro, é o sujo hachurado já visto em tantos posts neste blog. Por ser criado com ferramentas mais simples e “velozes” como caneta e lápis, que libertam mais a mão e exigem menos técnica, este tipo de traço tende a originar obras mais livres, espontâneas. Abaixo, para comparação, um rabisco nessa linha, que já apareceu em outro post.
04 Agosto 2009 às 19:51
Henrique