Um feioso qualquer
Rabisco feito no piloto automático.
Adicionar comentário 29 Setembro 2009 às 21:00 Henrique
Rabisco feito no piloto automático.
Adicionar comentário 29 Setembro 2009 às 21:00 Henrique
Antes de perder a cola, o olho acima, feito em um singelo post-it, ficava colado no alto do meu monitor do escritório. O periférico ficava parecido com um Beholder, se me permitem a recaída de nerdice RPGística.
Eu dizia ao colegas que o havia posto ali pra vigiar o que acontecia pelas minhas costas, mas na verdade eu só desenhei, achei legal e colei. Vai entender.
Agora, aqui jaz.
Desenhado com lápis nº 2, lápis Dürer branco da Faber Castell e canetas esferográfica preta e vermelha em um post-it comum. Trucagem (sombra, texto, fundo e ajuste de cor) no Photoshop.
Adicionar comentário 23 Setembro 2009 às 18:33 Henrique
Coroa e seu cachorro no tradicional passeio matinal de distribuição de mau-olhado.
Esferográfica em bloquinho de anotações.
2 comentários 16 Setembro 2009 às 17:49 Henrique
Mais um desenho das antigas (meados de 2005). Começou como um desenho de observação da minha prancheta, que na época estava desencapada e uma verdadeira zona: disquete, lâmpada de luminária, luminária quebrada, bloquinho de curso de computador, elástico, carregador de celular, moedas, isqueiro, maço de cigarro, capinha de CD, livro, folder… Ah, e um ou outro sketch.
Depois digitalizei e testei uma colorização meio tosca, baseada em formas simplificadas (inspirado por alguns trabalhos do Moon e Bá e do Weberson Santiago). Interessante a dinâmica desse estilo de cor com o traço hachurado.
Desenho de observação é hipnotizante, quase uma meditação. Durante alguns minutos você se concentra apenas em traduzir o objeto para o papel, limpando a mente das encucações cotidianas…
3 comentários 10 Setembro 2009 às 11:41 Henrique

Depois de 20 dias de shipping, finalmente chegou.
Saía eu de casa na semana passada, numa rara pausa entre pancadas de chuva (Petrópolis…), quando encontrei, no quintal de minha casa, meu exemplar de Asterios Polyp, graphic novel de David Mazzuchelli que foi lançada há apenas alguns meses e já está sendo considerada uma das melhores de todos os tempos. Comprei por encomenda simples pela Better World Books e devo tê-lo encontrado logo após ter sido “entregue” (atirado por cima do muro) pelo carteiro, já que o embrulho, miraculosamente, estava seco e havia escapado à atenção das duas vira-latas da família.
Dois dias depois, terminei a leitura e, apesar de ainda não ter conseguido captar tudo que o denso roteiro oferece, já pude concordar em parte com a opinião geral. O trabalho de David Mazzuchelli dispensa apresentações, mas uma coisa a se comentar é sua maestria ao empregar a arte em favor de seu enredo. O traço de Asterios Polyp varia de rebuscado a simples em função da história e do personagem, conforme a tese de que cada indivíduo percebe a realidade de maneira própria. Há sequências fascinantes (imagem acima) nas quais os traços dos personagens convergem lentamente, mostrando como a sintonia entre pessoas influi em suas percepções; ou, por outro lado, ocasiões em que uma briga é representada pela introdução repentina de estilos diferentes.
Além do traço, Mazzucheli faz barba, cabelo e bigode da própria linguagem dos quadrinhos. Ao contrário de uma V de Vingança, onde a busca pela transparência (diminuir a consciência do “dispositivo”, aumentando a imersão na história) leva os autores ao ponto de eliminar onomatopéias e balões de pensamento para emular um clima cinematográfico, em Asterios Polyp essas particularidades do meio são utilizadas em todo o seu potencial. Entre os malabarismos desempenhados pelo autor, estão:

Entre outros, e tudo usado de forma adequada, sem “masturbação”. Poucas vezes se viu um uso tão efetivo dos quadrinhos como mídia: se contada em outro formato, Asterios Polyp seria definitivamente uma história mais pobre.
O livro narra a jornada heróica do personagem título, cheia de referências à Odisséia de Homero. Resumindo: Asterios Polyp é um intelectual narcisista, professor universitário e arquiteto premiado que nunca teve nenhum projeto construído. Quando um raio atinge seu prédio e interrompe uma sessão de fossa pós-divórcio, ele coleta alguns pertences em meio ao incêndio e simplesmente abandona sua vida, comprando aleatoriamente uma passagem de ônibus para o cafundó do Judas. Hora de começar de novo.
Para mais detalhes, veja as resenhas do Comics Reporter e do NY Times. Para importar, sugiro a Better World Books (frete mundial de apenas US$4).
Adicionar comentário 03 Setembro 2009 às 19:37 Henrique