Cartaz: comunicação corporativa na parede Los Gringos

A primeira Outra piada de Michael Jackson no céu

25 Junho 2009 às 21:26 Henrique  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 16984

mjackson hplacido2 1 - Chegando no céu © Henrique Placido

Minha singela homenagem ao já saudoso Rei do Pop.

(update: corrigi o título. Nem lembrava da tal piada de Michael Jackson perguntando pelo Menino Jesus)

Aproveitando o ensejo, vejam este vídeo de um cover de Thriller, em que o cara imitou todos os instrumentos e sons com a própria voz e depois mixou em 64 canais:

Publicação arquivada em: desenhos, cartum

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18 Comentários Faça seu próprio

  • 1. Walber Schwartz - www.Cultblog.com.br  |  26 de Junho de 2009 às 00:01

    Babaca.

    >>Schwartz, considerando o seu link para o Cultblog — que, hoje, publicou na página inicial uma charge com a piada do Michael Jackson e do Menino Jesus — acho que a resposta mais adequada é “It takes one to know one, buster!”

  • 2. leo seabra  |  26 de Junho de 2009 às 00:52

    HAHAAHHAHAHAAH

  • 3. Walber Schwartz - www.Cultblog.com.br  |  26 de Junho de 2009 às 10:15

    Uma coisa não justifica a outra. Estou cercado de babacas.

  • 4. Henrique  |  26 de Junho de 2009 às 12:18

    Recomendo que analise a hipótese de que o babaca seja você.

    Nunca imaginei que teria que explicar uma piada fácil como esta, mas, já que a situação se apresentou, vou ser didático: repare que, ao contrário da grande maioria do que tem sido publicado na web, esse cartum não emite nenhum julgamento do caráter do Michael Jackson, não desmerece sua obra e nem toma como verdadeiras as acusações pelas quais ele não chegou a ser condenado. O desenho usa apenas o FATO da deterioração do nariz dele — notório e facilmente constatado nas fotos de qualquer uma das reportagens recentes — e ilustra a idéia de que, se o artista acabou de morrer, seu nariz morreu muito antes. Simples assim.

    E mesmo que o cartum abordasse algum destes outros temas, onde estavam você e seus amigos consternadinhos enquanto o mundo todo fazia troça do Jacko ainda vivo? Eu não via, então, voz alguma se insurgir contra o ridículo constante a que ele era submetido. De repente o cara morre e vocês resolvem fingir que nunca riram, canonizá-lo e instituí-lo tabu? E ainda vêm postar esse moralismo hipócrita aqui, me ofendendo sem apresentar um vestígio sequer de argumento?

    Da próxima vez seja mais construtivo, ou o comentário será simplesmente deletado.

  • 5. Walber Schwartz - www.Cultblog.com.br  |  26 de Junho de 2009 às 13:21

    Pode espernear à vontade. Fazer piada com gente famosa quando acaba de morrer é de uma babaquice superlativa e, digamos, consagrada. No mais vc inferiu (baseado não sei em quê) que eu esteja “consternadinho” com a morte de um cara que admirei no máximo até Thriller e que depois virou caricatura de si mesmo. O morto poderia ser até José Sarney, José Dirceu ou Sadam Hussein, tanto faz. O adjetivo, babaca, foi pela piada fácil, pela falta de criatividade e pelo mau gosto ao qual eu não me acostumo e que, num momento desses, invade todos os espaços virtuais em uníssono, como um coro de imbecis.
    De resto, a única morte que me chocou recentemente, por razões óbvias, foi a daquela iraniana em pleno asfalto, no meio de uma passeata.
    Minha crítica foi justamente ao que vc mesmo chama de “piada fácil”.

    RIP

  • 6. Henrique  |  26 de Junho de 2009 às 14:35

    Ah, agora sim podemos conversar.

    Qual é o seu problema é com o humor?

    O tema da deterioração da aparência de MJ, entre outras de suas inúmeras bizarrices, está na pauta desde sempre. Aliás, toda matéria um pouco mais extensa sobre o cara invariavelmente cita isto como sintoma de loucura ou algo parecido.

    Hoje não foi diferente. Folheei dois jornais pela manhã (JB e Globo) e em ambos havia uma seqüência de fotos e matérias comentando a “metamorfose” do popstar. Algumas das legendas narram extensivamente a trajetória da napa de Jacko até ontem. Tudo isso para mostrar como ele chegou ao ponto de praticamente não ter nariz, que é o ponto abordado por mim, neste cartum, e pela maioria dos humoristas da humanidade na última década.

    Ou seja, o tema desta piada está na boca do povo e da mídia há séculos e ninguém nunca viu problema nisso. Assim como não vêem problema no circo de mídia armado em volta da morte do MJ. Pelo contrário, as pessoas estão ávidas, sedentas de mais informações. O Twitter e o Google chegaram a sair do ar devido à demanda excessiva.

    Agora vem você me dizer que, só porque ele morreu, virou café-com-leite? A graça sumiu? Retroativamente ou só a partir de ontem? Agora já não é “direito”? A morte fez com que ele deixasse de ser quem era?

    Michael vivia do povo, lucrava com isso, o status de ícone botava comida em sua mesa e zoológicos em sua casa. O cara vendeu mais de setecentos. e cinquenta. MILHÕES. de discos. Como ícone, está sujeito ao escrutínio constante da plebe; é um direito dela, que dá muito em troca, e o preço que o popstar paga. Escrever uma reportagem, uma coluna ou desenhar uma piada, ou lê-las, são apenas veículos diferentes para satisfazer essa mesma característica: nossa curiosidade mórbida a respeito de nossos luminares.

    Eu prefiro tocar no assunto com humor, porque é da minha índole; e desenhando, porque é minha profissão e uma paixão. Já você, Schwartz, prefere ler jornais sobre o assunto, fingindo para si que não é movido pelo mesmo impulso que eu quando faço a charge ou outro quando ri dela.

    O mau gosto em uníssono sempre existiu, e afinadíssimo; você que só se tocou dele agora. Ou você renega o pacote inteiro ou estará apenas descrevendo suas preferências pessoais. Nesse caso, estamos perdendo tempo discutindo uma questão de gosto.

  • 7. Henrique  |  26 de Junho de 2009 às 14:48

    Esqueci de comentar o “piada fácil” e a “falta de criatividade”.

    Chamei de “fácil” em referência a ser mais uma de muitas piadas de céu, assunto fácil; e mais um de muitos comentários sobre o nariz de MJ, assunto muito fácil. Construí o cartum com carne de vaca.

    Mas ambos juntos e desse jeito eu nunca vi. É uma abordagem nova combinando duas velhas situações, um caso em que dois fáceis fazem um difícil. É o que faz qualquer piada: pega elementos consagrados do senso comum e subverte, recombina, para surpreender o leitor. Se isso não é a essência da criatividade, o que você queria?

  • 8. Walber Schwartz - www.Cultblog.com.br  |  29 de Junho de 2009 às 15:00

    Errado. Não podemos conversar, não. Vc pode conversar com um interlocutor imaginário já que sai supondo minhas preferências (”ler jornais” blá blá blá) e sabe até que eu finjo quando faço isso. E que acredita mesmo ter sido, de alguma maneira, criativo ao falar do nariz de MJ quando ele morre. Recomendo que vc dê atenção às outras pessoas que aqui comentaram e continue com seu trabalho; até pq, devo admitir, vc é melhor desenhando que argumentando.

    Quanto ao que eu queria, simples: um abordagem inteligente, produtiva, como essa: http://nottupy.blogspot.com/2009/06/insolito-profeta.html

    Pela atenção, obrigado.

  • 9. Henrique  |  1 de Julho de 2009 às 00:49

    Então seu problema é mesmo com o humor. Estou tirando essa conclusão com base em sua generalização da “babaquice” de charges na esteira de mortes de famosos, enquanto cita como “inteligente” e “produtivo” um (ótimo) texto de teor sociológico que aproveita o mesmo ensejo.

    A aparência do MJ é uma das pautas que sua morte fez voltar à crista da onda. A maneira de comentá-la, se em uma matéria com galeria de fotos, um ensaio “cabeça” (como o do Fábio Marton, que você linkou), uma charge ou qualquer outro tipo de texto, é uma questão de foro pessoal. Mas o timing proporcionado pelo falecimento do artista é o mesmo para todos.

    Como já disse, é de minha índole focar no lado engraçado da situação. É, em minha opinião, uma abordagem tão pertinente quanto qualquer outra. No entanto, essa minha atribuição de valor, assim como a sua (ao contrastá-la com o texto “produtivo” do Marton), é questionável e faz parte de uma discussão ampla e insolúvel, que tende a variar ao sabor de ideologias.

    O filme O Nome da Rosa arranha este assunto por meio do “Livro do Riso” supostamente escrito por Aristóteles, guardado com fúria assassina por monges temerosos do poder iconoclasta do humor. O riso é dessacralizante, desmascara falácias, abala convicções e unanimidades, e por isso uma obra que tece loas à comédia é vista, na história, como uma ameaça à cristandade e ao status quo.

    Uma charge ou piada dificilmente mudará o mundo. Mas o desnudar de reis que o humor proporciona é útil e temido por muitos, ao revelar incongruências, hipocrisias e tentativas de spinning, ou ao apenas provocar riso. Frequentemente temos a oportunidade de identificar vislumbres de tal “poder”, como no caso da charge “Xô Sarney” censurada em 2006, na grita gerada pelos cartuns dinamarqueses sobre o Islã (também em 2006) ou na frase de FHC na Cândido Mendes em 2002 (”Tenho um medo que me pélo do Chico Caruso”).

    Esse caráter blasfemo e provocativo do humor costuma ferir sensibilidades. A reação às charges sobre o Michael Jackson no blog do Paulo Ramos são um exemplo disso, assim como seus comentários — mesmo que suas “sensibilidades” sejam de ordem intelectual, moral ou de gosto pessoal, uma vez que você afirmou não ser um fã do popstar. O que essas piadas sobre o MJ mostram é que, independente da qualidade de sua obra e da anistia moral que a morte parece ter lhe proporcionado, seu lado bizarro, que há uma semana ainda era ridicularizado por todos, não deixou de existir. São, portanto, tapas com luvas de pelica em uma sociedade de memória curta, que ferem por não deixá-la esquecer sua crueldade e, quem sabe, despertar um complexo de culpa recém-adquirido.

    Devo lembrar que existem charges e charges. O mau gosto e a genialidade se espalham neste meio na mesma proporção em que todos os outros. Entretanto, essa variação de qualidade e as habituais vozes contrariadas não diminuem o valor do humor como forma de discurso. A piada pode, talvez, contrariar mais do que o usual, já que a exposição ao riso é, pra dizer o mínimo, desconfortável para os que se identificam com os temas levantados. Mas a relevância é inerente aos próprios temas; a interpretação da maneira de abordá-los e da qualidade do argumento defendido pelo artista é, também, uma questão de foro pessoal.

    O que me traz de volta ao seu veredito do meu desenho. Eu vejo valor na charge em questão. Nunca disse que era genial, acho no máximo bastante engraçada. E certamente criativa, por tratar de um assunto já gasto de uma maneira inusitada. Respeito sua opinião e não vou tentar convencê-lo do contrário; mas discordo completamente de sua postura quanto ao meu direito de publicá-la, motivo pelo qual escrevi esta réplica gigantesca.

    Um último adendo: eu estava sendo sarcástico quando tentei adivinhar suas preferências para ilustrar a pessoalidade do que estávamos discutindo. Generalizei-o como parte do grupo de “odiadores do humor” que vêem piadas com um desprezo elitista, considerando-as ofensivas e exploratórias enquanto lêem vorazmente as matérias que planam sobre a mesma carniça (veja esta charge do benett). Considere aquele trecho como um mero artifício de retórica.

    No mais, creio que tenhamos levado esta discussão alguns tons acima do merecido por um debate tão interessante. Agradeço pelos comentários e espero que nossas cabeças estejam menos quentes na próxima, se houver.

  • 10. Walber Schwartz  |  2 de Julho de 2009 às 16:35

    Partindo de uma premissa falsa, de novo, que eu tenha “algum problema com o humor” (seja lá o que isso queira dizer) fica realmente difícil acertar o resto. Minha crítica não foi ao humor em si, mas à pobreza desse (nisso parece que discordamos irremediavelmente). O que surpreende é vc ter gostado do texto do Not Tupy, que reputo - esse sim - como criativo. Não faço distinção quanto à forma de expressão artística; charge, poesia, ensaio, teatro, música, pintura em tela, tanto faz. Qualquer uma dessas pode ser genial ou medíocre. Diante disso, provoco: pq não vi ainda uma charge que aproveite, por exemplo, essa bola levantada por Not Tupy? Isso sim seria criativo e relevante.

    A pergunta que MJ deixa é:

    Um ser humano, sobretudo um artista, tem ou não o direito de fazer o que quiser com o próprio corpo?

    Mas isso é com vc.

  • 11. Ururau  |  31 de Julho de 2009 às 00:33

    Mas que tia velha ranzinza esse tal de Walber Schwartz!

    E, sim, Walber, qualquer um pode fazer o que lhe der na telha com o próprio corpo, inclusive deixar-se ser arrombado por um fist fucking.

    Só que eu acho tudo isso doentio, repugnante (o que não se confunde - é claro - com homofobia).

  • 12. Walber Schwartz  |  17 de Agosto de 2009 às 11:51

    Se confunde sim, Uruaru. Jon Haidt explica que a raiz epistemológica da maioria das reações conservadoras é justamente o nojo. Dê uma olhada na história e vc verá que a repugnância estava no âmago de toda caça às bruxas.
    O mais interessante no seu comentário é como o nosso povo chega rápido ao teto intelectual: por falta de argumentos, tenta desqualificar o interlocutor com um indicador apontado na cara.
    Vc nem me conhece, bicho; atenha-se ao pensamento e deixe a minha suposta ranzinice pra quem convive comigo. Aprenda a ser gente.

  • 13. karol  |  9 de Outubro de 2009 às 22:16

    vc ñ tem mais nads para faser doke ficar casoando do emu idolo ñ ohohoh invejoso….idiota…

  • 14. kakajackson  |  14 de Outubro de 2009 às 00:12

    essa piada do nariz e orrivel ele quis fazer a plastica problema dele vao preucupar com a vida de voces ele erra e é o rei do pop todos tem o direito de fazer oque quiser com o corpo

  • 15. warley cesar  |  24 de Novembro de 2009 às 20:49

    cara e o seguinte se vc nao queria ver esse piada entao sai fora di sit aki e para quem quer ver e se divertir e se tiver encomodado com a criatividade dos outros sai fora…MJ era uma babaca era racisma pq se nao fosse nao teria tc de cor racista tarado tinha q mais era bater as botas msm…

  • 16. manuela t martins  |  4 de Fevereiro de 2010 às 09:47

    michael jackson jesus
    amorrrr manu

  • 17. MEIRE  |  10 de Maio de 2010 às 08:49

    Nooossa! Engraçado demais, morri de rir! DE VOCÊ, É CLARO! O mundo precisa de mais pessoas como vc, para que pessoas inteligentes possam rir mais, tipo, tirar sarro mesmo de tanta idiotice que é vista na web! QUE MICO HEIM!
    FREUD deve explicar este tipo de comportamento, rsrsrs
    Deve ser BULLING…
    http://ruizmeire.blogspot.com/
    ou
    http://ruizmeire.blogspot.com/search/label/Michael%20Jackson

  • 18. Henrique  |  10 de Maio de 2010 às 11:00

    Cada figura…

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