Los Gringos
Ilustração para o time amador de “soçaite” de que meu irmão participava… Los Gringos! Um escudo de futebol com um mascote remetendo ao nome da patota.
Lápis e Photoshop.
1 comentário 26 Junho 2009 às 18:10 Henrique
Ilustração para o time amador de “soçaite” de que meu irmão participava… Los Gringos! Um escudo de futebol com um mascote remetendo ao nome da patota.
Lápis e Photoshop.
1 comentário 26 Junho 2009 às 18:10 Henrique
Minha singela homenagem ao já saudoso Rei do Pop.
(update: corrigi o título. Nem lembrava da tal piada de Michael Jackson perguntando pelo Menino Jesus)
Aproveitando o ensejo, vejam este vídeo de um cover de Thriller, em que o cara imitou todos os instrumentos e sons com a própria voz e depois mixou em 64 canais:
16 comentários 25 Junho 2009 às 21:26 Henrique

O cartaz é uma das mídias mais interessantes e difíceis para se trabalhar. A peça precisa ser concisa, já que o formato e o tipo de utilização não favorecem texto. Como não dispõe da mamata de, por exemplo, um anúncio em revista — estar no colo do espectador e, ao virar de uma página, aparecer de repente no centro de seu foco visual — tem também que pegar o sujeito de passagem, disputando atenção com o ambiente em volta e com os “concorrentes” colados na mesma parede. Portanto, é importante que tenha muito impacto visual.
Tudo isso faz com que o pôster seja um meio eminente gráfico e dado a maiores “viagens” visuais.
Trabalho como designer no setor de Marketing do Centro Universitário Celso Lisboa, onde os cartazes, muito utilizados no interior do campus, proporcionam algumas das poucas oportunidades para desbundes gráficos. No entanto, a série de restrições envolvidas na comunicação empresarial de uma faculdade podem tornar bastante desafiadora a lida em nossa agência in-house:
A solução que costumo usar para contornar estas dificuldades é investir em ilustrações simples de produção própria e no all-type. Alguns ficariam surpresos com a sofisticação que pode ser obtida de elementos simples.
O impacto visual, no entanto, pode não ser suficiente. Em locais como a Celso, onde administração, coordenações de cursos, parceiros conveniados e “terceiros” autorizados emitem dezenas de mensagens por semana, disputando no mesmo espaço a atenção de milhares de alunos em recortes variados, a comunicação interna exige um esforço prévio de planejamento e integração: se tentar impactar o espectador indiscriminadamente a cada nova arte, corro o risco de transformar o campus em uma zona, onde, por tudo procurar chamar a atenção, nada chama a atenção.
A vantagem é que, pelo menos nas próprias paredes, temos ferramentas além do impacto para minimizar o ruído. O segredo é racionalizar a distribuição da informação:
O pôster é um meio visual de fruição rápida. Muito poucas pessoas sairão de seu caminho para ler uma bíblia na parede, a não ser que o assunto seja extremamente relevante. O cartaz ideal atrai e incentiva o espectador a se informar; quanto mais focado e conciso, mais eficiente, ainda mais se estiver exposto na rua ou em espaços muito carregados com outras peças.
A máxima “menos é mais” deve, portanto, tornar-se um dogma. Se é preciso transmitir uma grande quantidade de dados, melhor apresentar uma versão resumida e informar ao leitor onde pode obter a informação na íntegra, em uma mídia que possa ser lida com mais conforto.
No mais, resta lembrar do óbvio: independente da vontade do designer de inovar e criar cartazes épicos, somos comunicadores. A função primordial de qualquer anúncio é informar, e tudo que dificulte a plena apreensão da mensagem é ruído e perfumaria.
Adicionar comentário 24 Junho 2009 às 19:13 Henrique
Outro exercício: um mutante antipático.

Photoshop + tablet.
1 comentário 22 Junho 2009 às 20:35 Henrique
O Webdesigner Depot publicou recentemente uma lista com enormes fotos de personalidades relevantes. Ótima fonte de referências para desenhos! Eis algumas amostras do que se encontra por lá:
Adicionar comentário 19 Junho 2009 às 16:30 Henrique


E aí, procede?
Adicionar comentário às 04:06 Henrique
Ou “Reminescências de um Ex-quase-RPGista”.
Russ Nicholson é o cara responsável pela arte interna de um livro que marcou minha pré-adolescência: A Cidadela do Caos, de Steve Jackson e Ian Livingstone. Trata-se do segundo volume da coleção de “livros-jogos” Fighting Fantasy, da Wizard Books (publicada no Brasil pela Marques Saraiva). Cada volume contém uma “aventura-solo” completa, semelhante a um RPG, mas que, como o termo indica, deve ser jogado por apenas uma pessoa. No livro, o leitor vive um aprendiz de feiticeiro em missão para libertar um povoado do jugo de um general maligno.
A mecânica do jogo é interessante: a história é dividida em trechos numerados, que não fazem sentido se lidos na ordem natural. Ao fim de cada um deles deve-se escolher um dos rumos apontados para ir em frente e seguir para o trecho de número indicado na opção desejada. Ao longo da aventura, também é preciso encarar os inimigos com que se esbarra no caminho, em lutas decididas com base em uma ficha de personagem e em lances de dados. Escolhendo as opções certas e dando sorte no mano-a-mano, chega-se ao fim do livro.
Nicholson comparece com ótimos desenhos a traço de página inteira, legendados com citações do trecho a que dizem respeito. Utiliza um hachuramento espontâneo que difere, por exemplo, da arte do John Findley (abordado no primeiro post desta série) com seus “movimentos friamente calculados”. O resultado são ilustrações impactantes, que trasmitem muito bem o tom caótico e sujo que se poderia esperar de um lugar como a cidadela do título. Em meados da década de 90, o jovem Henrique, pré-adolescente, nerd e muito interessado no tema da “fantasia medieval”, nunca vira nada igual e passava horas admirando aquelas obras.
Esse livro foi o primeiro empurrão em minha progressão de usuário recreativo de “sword and sorcery” para o RPGista mediano que fui até os 15 anos. Se antes o máximo a que eu chegava era ler Conan, assistir a Caverna do Dragão e Willow e jogar Hero Quest ou Golden Axe,depois de Cidadela do Caos logo estava comprando tudo relacionado a RPG e fantasia medieval: revistas especializadas, livros com sistemas de regras, miniaturas de chumbo e dados com quantidades bizarras de lados, além, é claro, de passar a ler livros como Senhor dos Anéis, O Hobbit, Brumas de Avalon, A Morte de Arthur, etc.
Minha faceta RPGística não duraria muito tempo. Primeiro, porque lia mais do que jogava; segundo, em minha turma eu era o único que se animava a mestrar uma partida (ou seja, sempre fui a “banca”). E além disso, ninguém de meu grupo regular (inclusive eu) se empolgava muito com interpretação ou seguir à risca as personalidades dos personagens. Nossas partidas eram simples rodadas de “matar-pilhar”, onde todo mundo fazia o que dava na veneta dentro dos cenários que eu bolava.
Não demorei a me enfastiar da mesmice e perceber que gostava mais dos temas abordados e das ilustrações dos livros do que do jogo em si. Mesmo assim, posso dizer que o RPG foi, junto com o vício em gibis de super-heróis, a motivação inicial para que eu desenvolvesse o hábito de desenhar. Curiosamente, hoje abandonei os dois hábitos…

É uma pena que um ilustrador tão habilidoso quanto Russ Nicholson tenha sumido do mapa. Não achei nem mesmo um portfolio virtual, apenas essa entrevista no site da Fighting Fantasy. Lá o cara reclama de ser pouco lembrado para novos trabalhos, talvez por seu tipo de arte não estar na moda e por ser identificado com um nicho temático muito específico. Parece que ele precisa rápido de um agente ou de um esforço básico de visibilidade: site, blog e prospecção ativa de clientes. De minha parte, fica aqui este tributo.

Adicionar comentário 16 Junho 2009 às 04:23 Henrique
Fiz esse desenho a partir de algumas fotos de referência colhidas no Google Images. Esbocei a lápis, tracei com nanquim e pincel. O resto, cores, tipografia etc, são piruetas de Photoshop.
Fiquem agora com o próprio, ainda no Smiths, cantando a ótima This Charming Man:
4 comentários 05 Junho 2009 às 18:11 Henrique