Arquivo de Junho de 2009

Los Gringos

gringos hplacido - Los Gringos ©Henrique Placido

Ilustração para o time amador de “soçaite” de que meu irmão participava… Los Gringos! Um escudo de futebol com um mascote remetendo ao nome da patota.

Lápis e Photoshop.

1 comentário 26 Junho 2009 às 18:10 Henrique

A primeira Outra piada de Michael Jackson no céu

mjackson hplacido2 1 - Chegando no céu © Henrique Placido

Minha singela homenagem ao já saudoso Rei do Pop.

(update: corrigi o título. Nem lembrava da tal piada de Michael Jackson perguntando pelo Menino Jesus)

Aproveitando o ensejo, vejam este vídeo de um cover de Thriller, em que o cara imitou todos os instrumentos e sons com a própria voz e depois mixou em 64 canais:

16 comentários 25 Junho 2009 às 21:26 Henrique

Cartaz: comunicação corporativa na parede

doe sangue celso lisboa

Pôster para a campanha de doação de sangue do Centro Universitário Celso Lisboa (2008).


O cartaz é uma das mídias mais interessantes e difíceis para se trabalhar. A peça precisa ser concisa, já que o formato e o tipo de utilização não favorecem texto. Como não dispõe da mamata de, por exemplo, um anúncio em revista — estar no colo do espectador e, ao virar de uma página, aparecer de repente no centro de seu foco visual — tem também que pegar o sujeito de passagem, disputando atenção com o ambiente em volta e com os “concorrentes” colados na mesma parede. Portanto, é importante que tenha muito impacto visual.

Tudo isso faz com que o pôster seja um meio eminente gráfico e dado a maiores “viagens” visuais.

Trabalho como designer no setor de Marketing do Centro Universitário Celso Lisboa, onde os cartazes, muito utilizados no interior do campus, proporcionam algumas das poucas oportunidades para desbundes gráficos. No entanto, a série de restrições envolvidas na comunicação empresarial de uma faculdade podem tornar bastante desafiadora a lida em nossa agência in-house:

  • as regras de identidade visual reduzem o número de fontes, cores e elementos disponíveis.
  • o prazo curtíssimo e a equipe reduzida exigem layouts simples. Fujo desse rococó contemporâneo (”neo-firulativismo”, como brilhantemente definiu o Renato Alarcão), cheio de volutas, colagens e texturas, como o diabo da cruz.
  • Por último, uma vez que não vale a pena alocar verbas para certas peças com foco estreito, a utilização de imagens é bastante limitada.

A solução que costumo usar para contornar estas dificuldades é investir em ilustrações simples de produção própria e no all-type. Alguns ficariam surpresos com a sofisticação que pode ser obtida de elementos simples.

campanhas - campanhas

Cartazes de campanhas sociais da Celso Lisboa. Prazo e verba curtos estimulam a simplicidade e o uso de ilustrações de produção própria.


O impacto visual, no entanto, pode não ser suficiente. Em locais como a Celso, onde administração, coordenações de cursos, parceiros conveniados e “terceiros” autorizados emitem dezenas de mensagens por semana, disputando no mesmo espaço a atenção de milhares de alunos em recortes variados, a comunicação interna exige um esforço prévio de planejamento e integração: se tentar impactar o espectador indiscriminadamente a cada nova arte, corro o risco de transformar o campus em uma zona, onde, por tudo procurar chamar a atenção, nada chama a atenção.

A vantagem é que, pelo menos nas próprias paredes, temos ferramentas além do impacto para minimizar o ruído. O segredo é racionalizar a distribuição da informação:

  • Organização. Dentro dos murais temáticos, vale a pena separar as mensagens por assunto (questões acadêmicas, comunicados, mensagens de terceiros, etc) ou data, por exemplo. E nunca esquecer de retirar as mensagens com data expirada ou danificadas.
  • Priorização. Divulgando cada pequena mensagem em uma peça própria, só conseguimos escondê-las em uma sopa de papel indistinta na qual não se encontra nada. Melhor unificar mensagens relacionadas e eliminar o que funciona em outras mídias.
  • Consistência. É interessante criar identidades visuais e templates para as peças de saída regular. Além de agilizar o trabalho, estes templates ajudam o leitor a reconhecer a mensagem com mais prontidão. O que não significa engessar o layout: com um bom projeto, pode-se uniformizar as artes sem torná-las maçantes.

eventos ucl - Cartazes de alguns dos eventos da Celso Lisboa

Alguns cartazes do setor de Eventos da Celso Lisboa, com identidade visual ainda em consolidação. Mesmo com o layout unificado, a variação no grafismo permite que cada peça tenha uma “cara” própria.



O pôster é um meio visual de fruição rápida. Muito poucas pessoas sairão de seu caminho para ler uma bíblia na parede, a não ser que o assunto seja extremamente relevante. O cartaz ideal atrai e incentiva o espectador a se informar; quanto mais focado e conciso, mais eficiente, ainda mais se estiver exposto na rua ou em espaços muito carregados com outras peças.

A máxima “menos é mais” deve, portanto, tornar-se um dogma. Se é preciso transmitir uma grande quantidade de dados, melhor apresentar uma versão resumida e informar ao leitor onde pode obter a informação na íntegra, em uma mídia que possa ser lida com mais conforto.

No mais, resta lembrar do óbvio: independente da vontade do designer de inovar e criar cartazes épicos, somos comunicadores. A função primordial de qualquer anúncio é informar, e tudo que dificulte a plena apreensão da mensagem é ruído e perfumaria.

simples - simples

“Menos é mais”: na maioria das vezes, simples é o bastante.


Adicionar comentário 24 Junho 2009 às 19:13 Henrique

Homem-cebola

Outro exercício: um mutante antipático.

homem cebola 1 - Homem-Cebola requadro ©Henrique Placido

Photoshop + tablet.

1 comentário 22 Junho 2009 às 20:35 Henrique

100+ retratos de personalidades icônicas de todos os tempos

O Webdesigner Depot publicou recentemente uma lista com enormes fotos de personalidades relevantes. Ótima fonte de referências para desenhos! Eis algumas amostras do que se encontra por lá:

mandela - Nelson Mandela
aud hepburn - Audrey Hepburn warhol - Andy Warhol jim morrisson - Jim Morrisson - The Doors picasso - Pablo Picasso einstein - Albert Einstein guevara - Che brucelee - Bruce Lee miles - Miles Davis

Vai lá.

Adicionar comentário 19 Junho 2009 às 16:30 Henrique

El Diego ou José Rico?

el diego hplacido 1 - el diego hplacido 1

Fiz esse sketch de um rosto gordo genérico em um pedacinho de papel há algumas semanas, a lápis. Ao acrescentar o cabelo, achei que ficou a cara do Maradona. Hoje, no entanto, tendo a ver nele também um quê de José Rico, aquele da dupla sertaneja.

maradonaXjose rico - maradonaXjose rico

Imagens originais: Maradona via The Offside, José Rico via NoEmbalo.com.

E aí, procede?

Adicionar comentário às 04:06 Henrique

Heróis do Traço II - Russ Nicholson em A Cidadela do Caos

Ou “Reminescências de um Ex-quase-RPGista”.

Rhino Man - Rhino Man - A Cidadela do Caos © Russ Nicholson

©Russ Nicholson. Imagem: Titannica

Russ Nicholson é o cara responsável pela arte interna de um livro que marcou minha pré-adolescência: A Cidadela do Caos, de Steve Jackson e Ian Livingstone. Trata-se do segundo volume da coleção de “livros-jogos” Fighting Fantasy, da Wizard Books (publicada no Brasil pela Marques Saraiva). Cada volume contém uma “aventura-solo” completa, semelhante a um RPG, mas que, como o termo indica, deve ser jogado por apenas uma pessoa. No livro, o leitor vive um aprendiz de feiticeiro em missão para libertar um povoado do jugo de um general maligno.

dogape apedog - Cachorro-macaco, macaco-cachorro © Russ Nicholson

©Russ Nicholson. Imagem: RPGNet Forums

A mecânica do jogo é interessante: a história é dividida em trechos numerados, que não fazem sentido se lidos na ordem natural. Ao fim de cada um deles deve-se escolher um dos rumos apontados para ir em frente e seguir para o trecho de número indicado na opção desejada. Ao longo da aventura, também é preciso encarar os inimigos com que se esbarra no caminho, em lutas decididas com base em uma ficha de personagem e em lances de dados. Escolhendo as opções certas e dando sorte no mano-a-mano, chega-se ao fim do livro.

twomen - twomen

©Russ Nicholson. Imagem: RPGNet Forums

Nicholson comparece com ótimos desenhos a traço de página inteira, legendados com citações do trecho a que dizem respeito. Utiliza um hachuramento espontâneo que difere, por exemplo, da arte do John Findley (abordado no primeiro post desta série) com seus “movimentos friamente calculados”. O resultado são ilustrações impactantes, que trasmitem muito bem o tom caótico e sujo que se poderia esperar de um lugar como a cidadela do título. Em meados da década de 90, o jovem Henrique, pré-adolescente, nerd e muito interessado no tema da “fantasia medieval”, nunca vira nada igual e passava horas admirando aquelas obras.

Wheelies - Wheelies @ Russ Nicholson

©Russ Nicholson. Imagem: Titannica

Esse livro foi o primeiro empurrão em minha progressão de usuário recreativo de “sword and sorcery” para o RPGista mediano que fui até os 15 anos. Se antes o máximo a que eu chegava era ler Conan, assistir a Caverna do Dragão e Willow e jogar Hero Quest ou Golden Axe,depois de Cidadela do Caos logo estava comprando tudo relacionado a RPG e fantasia medieval: revistas especializadas, livros com sistemas de regras, miniaturas de chumbo e dados com quantidades bizarras de lados, além, é claro, de passar a ler livros como Senhor dos Anéis, O Hobbit, Brumas de Avalon, A Morte de Arthur, etc.

citadelbw03 1 - citadelbw03 1

©Russ Nicholson. Imagem: RPGNet Forums

Minha faceta RPGística não duraria muito tempo. Primeiro, porque lia mais do que jogava; segundo, em minha turma eu era o único que se animava a mestrar uma partida (ou seja, sempre fui a “banca”). E além disso, ninguém de meu grupo regular (inclusive eu) se empolgava muito com interpretação ou seguir à risca as personalidades dos personagens. Nossas partidas eram simples rodadas de “matar-pilhar”, onde todo mundo fazia o que dava na veneta dentro dos cenários que eu bolava.
Não demorei a me enfastiar da mesmice e perceber que gostava mais dos temas abordados e das ilustrações dos livros do que do jogo em si. Mesmo assim, posso dizer que o RPG foi, junto com o vício em gibis de super-heróis, a motivação inicial para que eu desenvolvesse o hábito de desenhar. Curiosamente, hoje abandonei os dois hábitos…

BalthusDire - Balthus Dire - A Citadela do Caos © Russ Nicholson

©Russ Nicholson. Imagem: Titannica

É uma pena que um ilustrador tão habilidoso quanto Russ Nicholson tenha sumido do mapa. Não achei nem mesmo um portfolio virtual, apenas essa entrevista no site da Fighting Fantasy. Lá o cara reclama de ser pouco lembrado para novos trabalhos, talvez por seu tipo de arte não estar na moda e por ser identificado com um nicho temático muito específico. Parece que ele precisa rápido de um agente ou de um esforço básico de visibilidade: site, blog e prospecção ativa de clientes. De minha parte, fica aqui este tributo.

citadelbw01 - Porteiro - A Cidadela do Caos © Russ Nicholson

©Russ Nicholson. Imagem: Wizard Books


Heróis do Traço é uma série de posts onde falo de alguns artistas que admiro - seja por terem influenciado meu estilo de desenho, minha “visão artística” ou minha vida, ou simplesmente por gostar de sua arte. Não há nenhum critério de postagem, a não ser a ordem em que me aparecem na telha.

Adicionar comentário 16 Junho 2009 às 04:23 Henrique

Morrissey (The Smiths)

morrissey_placido - morrissey © Henrique Placido

Este foi feito como presente para minha respectiva, que é tiete do Morrissey e do The Smiths.

Fiz esse desenho a partir de algumas fotos de referência colhidas no Google Images. Esbocei a lápis, tracei com nanquim e pincel. O resto, cores, tipografia etc, são piruetas de Photoshop.

Fiquem agora com o próprio, ainda no Smiths, cantando a ótima This Charming Man:

4 comentários 05 Junho 2009 às 18:11 Henrique


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