Arquivo de Maio de 2009
Quem gosta de concept art, design de produto ou ficção científica não pode perder essa dica: Concept Ships, “uma revista online de arte de aeronaves experimentais e espaçonaves animadas” mantido pelo mesmo povo do Fórum Concept Ships.
O blog mantém atualizações frequentes sobre o tema, sempre com enfoque em um autor. Nos posts, só desenhos, em estilos, técnicas e níveis de renderização variados — do sketch à finalização realista, do grafite ao photoshop, sem esquecer, é claro, dos marcadores do tipo Prismacolor tão amados pelos concept artists. As imagens deste post sao exemplos do tipo de coisa que se encontra por lá.
Outra característica do Concept Ships são os loops em Flash que aparecem no cabeçalho do blog e em certos posts — interessantes, mas cuja qualidade varia. Alguns são ótimos, como slideshows de vistas da mesma nave ou animações de cenas curtíssimas; a maioria, no entanto, não passa de aeronaves com um efeito falcatrua de “flutuação” (oscilando para cima e para baixo, enquanto o cenário se mantém estático).
Por último, só quando estava escrevendo este post é que descobri o outro projeto do pessoal do Concept Ships: Concept Robots, com a mesma abordagem para um tema tão legal quanto as espaçonaves. Ainda não consegui olhar a fundo, mas já deu pra notar que vale a pena visitar.
Dica descoberta em um post antigo do Drawn.
27 Maio 2009 às 05:16
Henrique
Saindo um pouco do meu estilo habitual, em um estudo de iluminação e uso de tablet “going commando”: sem o esboço a lápis por baixo.
Há algum tempo falei dos desenhos “psicografados”, aqueles nos quais imagens recorrentes aparecem sempre que se desenha no piloto automático. Meus estudos de cor e iluminação também parecem vir desse mesmo além: não importa a técnica, a imagem standard é sempre essa árvore em um morrinho. Muito provável que o motivo seja a facilidade de desenhar a cena com formas amplas, sem a necessidade de uso de traço, o que a torna bem apta para objeto de pinceladas reais ou virtuais.
Já nesse outro estudo o desenho foi a traço, e lá está o tema de sempre: caras enrugadas. O melhor tema para hachuras, mesmo quando o lápis é uma Genius G-Pen e o seu brush tem o diâmetro de uma rolha.
19 Maio 2009 às 21:41
Henrique
Pesquisando um endereço no Google Maps, em pleno Del Castilho me deparei com esta pérola. Entre nomes de políticos, padres, santos, lugares e até mesmo uma enigmática “Praça Três”, alguns legisladores deram um jeito de atribuir nomes de pintores a algumas ruas cariocas. Dezesseis delas, pra ser mais exato.
Lá estão Braque, Cezanne, Corot, Courbet, Degas, Gauguin, Léger, Manet, Modigliani, Renoir, Rouault, Segal (imagino que seja o Lasar Segall), Sisley, Utrillo, Van Gogh, e Vlaminck. Um verdadeiro bololô de representantes da Arte com A maiúsculo, que era fácil de apontar antes que Duchamp embolasse tudo.
Aparentemente tentaram dar uma pincelada de beleza (com trocadilho e tudo!) em uma região, no geral, muito feia. Notando, no entanto, a falta de alguns dos luminares mais manjados da história da arte, eu estava prestes a questionar a lisura meritocrática do processo de escolha dos agraciados pelos políticos. Mas aí encontrei também os exemplos abaixo, mostrando que a prática já virou carne-de-vaca:
- Ruas Vicente Van Gogh, Michelangelo, Leonardo Da Vinci, Pablo Picasso, Henri Matisse, Cândido Portinari, Diego Rivera, Paul Gauguin, Toulouse-Lautrec e Debret, em Vila Progresso, Niterói — um honroso segundo lugar, com dez ruas com nomes de pintor;
- Rua Picasso e Rua Leonardo Da Vinci, em Senador Camará;
- Rua Claude Monet, no Recreio dos Bandeirantes.
Vista da Rua Claude Monet, no Recreio
Eu fico cansado só de tentar imaginar a porção da cidade que homenageia os músicos…
11 Maio 2009 às 22:10
Henrique
Louco ou ousado? Irresponsável ou corajoso? Suicida ou um verdadeiro herói? A diferença é menor do que se pode imaginar.
Esboço a lápis, finalização a caneta e cores no Photoshop.
07 Maio 2009 às 19:32
Henrique

Esse cara foi um achado. Descobri via um post longínquo do Drawn, no qual ele está representado por uma enganosa capa “realista” de Tex Arcana. Mal sabia que estava prestes a me deparar com uma arte humilhante de tão perfeita, detalhista e precisa ao extremo — uma verdadeira obra-prima do traço, de um Doré ou Dürer dos quadrinhos.
Findley faz miséria neste trabalho, série de fantasia/ western/ horror/ erótica publicada na Heavy Metal entre 1981 e 1987. O site linkado disponibiliza quatro livros (o último, incompleto) que compõem uma série instigante e inspiradora.

John Findley tem também um site pessoal onde publica artes em um escopo mais amplo, com técnicas como 3D, montagens fotográficas e outros estilos de finalização além da hachura. Eu, obviamente, prefiro o estilo mostrado neste artigo.
Não perca tempo: amarre o babador ao pescoço e vá dar uma olhada.
Links:
www.texarcana.com
www.sweaz.com/index.html
Imagens:
© John Findley, www.texarcana.com
Este post é o esboço de uma série, onde pretendo falar brevemente de alguns artistas que admiro - seja por terem influenciado meu traço, minha “visão artística” ou minha vida, ou simplesmente por gostar de sua arte. Não planejei nenhum critério de postagem e comecei pelo Findley simplesmente porque “deu na telha”.
05 Maio 2009 às 03:49
Henrique